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A Família Obama
Por Kelly Bronk
Barack Obama e a sua esposa Michelle dedicaram grande parte da sua vida adulta ao serviço público. Têm duas filhas pequenas.
A estudante de jornalismo Kelly Bronk estagiou no Departamento de Estado no Verão de 2008.
Se Barack Obama ganhar a eleição presidencial em Novembro de 2008, os Obamas serão a primeira família afro-americana a mudar-se para a Casa Branca.
Obama e a esposa, Michelle de 44 anos, estão bem conscientes do significado desta campanha inovadora e do que esta candidatura histórica significa para muitos americanos. No seu discurso de campanha, a Sra. Obama menciona com frequência uma menina de 10 anos que encontrou num salão de beleza na Carolina do Sul e que lhe disse que se Obama for eleito presidente “significa que posso imaginar qualquer coisa para mim mesma”.
“Ela podia ter sido eu”, disse a Sra. Obama ao Newsweek, “porque a verdade é que eu não devia estar aqui, encontrar-me aqui. Sou uma excentricidade estatística. Rapariga negra, criada no South Side de Chicago. Eu devia ter ido para Princeton? Não… Disseram que Direito em Harvard talvez fosse demasiado para mim. Mas eu fui e saí-me bem. E certamente que não era suposto estar aqui”.
Michelle Robinson nasceu e cresceu numa família da classe trabalhadora em Chicago, Illinois. O pai trabalhava no departamento de águas municipais e era chefe da circunscrição eleitoral democrata, enquanto que a mãe ficava em casa a tomar conta dela e do irmão mais velho, Craig.
Esforçou-se muito na escola e conseguiu um lugar na Universidade de Princeton, classe de 1985. Depois de se licenciar em sociologia, com opção em estudos afro-americanos, frequentou a Faculdade de Direito de Harvard.
Barack Obama e Michelle Robinson encontraram-se em 1989 quando ela, então uma sócia na firma de advogados Sidley & Austin de Chicago, Illinois, foi designada para aconselhar Obama, que era um estagiário de Verão.
Obama pediu a Robinson que assistisse a uma das suas sessões de organização da comunidade em Chicago. Ela aceitou e assistiu à reunião, onde, segundo disse à Newsweek, Obama falou de acabar com o fosso entre “o mundo tal como é e o mundo como devia ser”.
Continuaram a namorar e casaram-se em 1992. Os Obamas têm uma paixão comum pelo serviço público e dedicaram grande parte da sua vida adulta a carreiras no sector público.
Depois de deixar a prática de direito onde se conheceram, a Sra. Obama ocupou várias posições no governo de Chicago pois foi a directora executiva fundadora de Public Allies – Chicago, uma organização que incentiva os jovens a procurar emprego no serviço público. Mais recentemente, desempenhou as funções de vice-presidente da comunidade e assuntos externos no Centro Médico da Universidade de Chicago.
“Ela certamente parece ser alguém que aproveitaria o pódio que a Casa Branca lhe oferece”, disse a Dra. Myra Gutin, historiadora e professora de comunicações na Rider University em New Jersey. “Ela é inteligente, comunicativa e possui experiência profissional em gestão”.
Os Obamas esperam que o seu entusiasmo pelo serviço público e os seus amplos sucessos profissionais ajudem Obama a ganhar a eleição em Novembro. Mas para Obama, duas das forças motrizes por trás do seu desejo de ser presidente e ter um impacto positivo no mundo são as suas filhas Malia de 10 anos e Sasha (diminutivo de Natasha) de 7. Se Obama ganhar a eleição, as suas filhas serão os mais jovens habitantes da Casa Branca desde Amy Carter, que tinha 9 anos quando o seu pai, Jimmy Carter, foi eleito presidente em 1976.
“A minha vida gira à volta das minhas duas filhas”, afirmou Obama num discurso no Dia do Pai numa igreja em Chicago. “E o que eu penso é que tipo de mundo lhes vou deixar. O que eu compreendi é que a vida não tem muito valor se não estivermos dispostos a fazer a nossa pequena parte para deixar aos nossos filhos – a todas as nossas crianças – um mundo melhor. É esta a nossa responsabilidade final como pais”.
As opiniões expressas neste artigo não reflectem necessariamente as opiniões ou políticas do governo dos EUA.