Eleições 2008
Hillary Clinton É Escolha de Obama para Dirigir Departamento de Estado
(Senadora anuncia diplomacia enérgica em busca de liberdade, paz e prosperidade)
Por Stephen Kaufman
Redactor
Washington – É necessária uma diplomacia enérgica para tratar dos interesses políticos e de segurança dos Estados Unidos, segundo a Secretária de Estado designada Hillary Clinton. Ela afirmou que a eleição de Barack Obama para presidente significa “um novo esforço para renovar a posição da América no mundo como uma força para mudança positiva”.
Falando em Chicago a 1 de Dezembro, Clinton disse a Obama, “Se for confirmada, dedicar-me-ei de corpo a alma a este cargo, à sua administração e ao nosso país”.
Clinton, actualmente Senadora pelo estado de Nova Iorque, foi primeira-dama durante a presidência de Bill Clinton de 1993 a 2001. Foi também a principal adversária do presidente eleito Obama na batalha pela nomeação presidencial do Partido Democrata em 2008.
Ao anunciar que tinha escolhido a Senadora Clinton para vir a ser a 67ª Secretária de Estado, Obama descreveu-a como “uma americana de grande estatura que terá a minha total confiança, que conhece muitos dos líderes mundiais, que será respeita em todas as capitais e que terá, sem dúvida, a habilidade de fazer progredir os nossos interesses em todo o mundo”.
Se for confirmada, Clinton enfrentará uma “ambiciosa agenda de política externa” como por exemplo, evitar a propagação de armas nucleares no Irão e na Coreia do Norte, procurar a paz entre israelitas e palestinianos e reforçar instituições internacionais, declarou Obama. Ver “Equipa de Segurança Nacional Escolhida por Obama”.
Clinton tinha uma longa carreira jurídica antes fazer campanha pelo seu marido na eleição para procurador geral no Arkansas (1976), governador do Arkansas (1978) e presidente dos Estados Unidos em 1992. Em 1974, ela trabalhou na Comité Judiciário da Câmara dos Representantes dos EUA, onde foi membro da equipa de inquérito que pesquisou a possibilidade de impugnação do Presidente Richard Nixon pelo seu envolvimento no escândalo Watergate.
Como primeira-dama, Clinton visitou 79 países. Foi uma forte defensora dos direitos das mulheres em todo o mundo e opôs-se verbalmente ao tratamento dado pelos talibãs às mulheres no Afeganistão. Também ajudou a criar a iniciativa Vital Voices, que tem como objectivo promover a participação política das mulheres em todo o mundo.
Em Novembro de 200, Clinton foi eleita para o Senado e fez parte de vários comités incluindo, Orçamento, Forças Armadas e Ambiente e Obras Públicas. Foi comissária na Comissão do Senado sobre Segurança e Cooperação na Europa.
No seu discurso a 1 de Dezembro, a Senadora Clinton disse que se sentia orgulhosa por fazer parte da equipa de Obama “naquilo que será uma aventura difícil e estimulante neste novo século”. Ao mesmo tempo que defendem a liberdade, os Estados Unidos “irão aproximar-se de novo do mundo, procurando causas comuns e maior preponderância”, anunciou.
“Sabemos que a nossa segurança, os nossos valores e os nossos interesses não podem ser protegidos ou progredir apenas com recurso à força nem com os americanos isolados.
Devemos optar por uma diplomacia enérgica, utilizando todos os instrumentos que pudermos reunir para construir um futuro com mais parceiros e menos adversários, mais oportunidades e menos perigo para todos aqueles que procuram a liberdade, a paz e a prosperidade”.