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Mensagem Presidencial sobre o Ramadão
Obama deseja aos muçulmanos de todo o mundo um mês abençoado
 
(início do texto)

CASA BRANCA
Gabinete do Secretário de Imprensa
PARA PUBLICAÇÃO IMEDIATA
21 de Agosto de 2009

Segue-se o texto dum vídeo na Web do Presidente Obama assinalando o início do Ramadão. O vídeo da mensagem do Presidente encontra-se disponível AQUI.

Casa Branca
Comentários do Presidente Barack Obama
Mensagem do Ramadão
Washington, DC

Em nome do povo Americano, incluindo as comunidades muçulmanas nos cinquenta estados, queria exprimir os meus melhores votos aos muçulmanos na América e em todo o mundo. Ramadan Kareem.

O Ramadão é o mês em que os muçulmanos acreditam que o Corão foi revelado ao Profeta Maomé, começando com uma simples palavra – igra. Portanto, é uma quadra em que os muçulmanos reflectem sobre a sabedoria e orientação que acompanham a fé e a responsabilidade que os seres humanos têm uns para com os outros e para com Deus.

Como muitas pessoas de outras religiões que conheceram o Ramadão através de comunidades e famílias, sei que esta é uma quadra festiva em que as famílias se reúnem, os amigos organizam iftars e as refeições são partilhadas. Mas também sei que o Ramadão é um período de intensa devoção e reflexão, um período em que os muçulmanos jejuam durante o dia e fazem orações tarawih à noite, recitando e escutando todo o Corão durante o mês.

Estes rituais recordam-nos dos princípios que temos em comum e do papel do Islão no avanço da justiça, do progresso, da tolerância e da dignidade de todos os seres humanos.

Por exemplo, jejuar é um conceito comum a muitas religiões, incluindo a minha, a fé Cristã, como forma de aproximar as pessoas de Deus e daqueles que não têm a certeza de ter a próxima refeição. E o apoio que os muçulmanos dão aos outros lembra-nos da nossa responsabilidade de fazer avançar a oportunidade e a prosperidade para todos os povos. Porque todos nós devemos lembrar-nos de que o mundo que queremos construir e as mudanças que queremos fazer devem começar nos nossos próprios corações e nas nossas próprias comunidades.

Este Verão, pessoas por toda a América serviram as suas comunidades, educando crianças, tomando conta de doentes e dando a mão aos que estavam a passar por dificuldades. Organizações religiosas, incluindo muitas organizações islâmicas, estiveram na vanguarda, participando neste Verão de voluntariado. E nestes tempos difíceis, este é um espírito de responsabilidade que devemos manter nos meses e anos vindouros.

Para além das fronteiras da América, também estamos empenhados em cumprir a nossa responsabilidade de construir um mundo mais pacífico e seguro. É por isso que estamos a terminar responsavelmente a guerra no Iraque. É por isso que estamos a isolar extremistas violentos, ao mesmo tempo que capacitamos as pessoas em lugares como o Afeganistão e o Paquistão. É por isso que somos inflexíveis no nosso apoio a uma solução com dois estados que reconheça os direitos de israelitas e palestinianos de viverem em paz e segurança. E é por isso que a América defenderá sempre os direitos universais de todas as pessoas dizerem o que pensam, praticarem a sua religião, contribuírem plenamente para a sociedade e confiarem no estado de direito.

Todos estes esforços fazem parte do compromisso da América de interagir com muçulmanos e países maioritariamente muçulmanos, com base no interesse e no respeito mútuos. Neste período de renovação, quero reiterar o meu empenhamento num novo começo entre a América e os muçulmanos de todo o mundo.

Como disse no Congo, este novo começo deve ser confirmado por um esforço sustentado para nos ouvirmos mutuamente, aprendermos uns com os outros, respeitarmo-nos e procurarmos consenso. Acredito que uma parte importante é ouvir e nos últimos dois meses, as embaixadas americanas em todo o mundo têm estado em contacto não só com os governos mas também com o povo em países maioritariamente muçulmanos. De todo o mundo recebemos uma torrente de reacções sobre como a América pode ser um parceiro em nome das aspirações das pessoas.

Nós escutámos. Nós ouvimos-vos. E, como vocês, estamos concentrados em acções concretas que farão uma diferença ao longo do tempo tanto a nível de questões políticas e de segurança, que discutimos, como nas áreas que nos disseram que farão uma diferença maior nas vidas das pessoas.

Estas consultas estão a ajudar-nos a implementar as parcerias a que apelei no Cairo para expandir programas de intercâmbio educativo; promover o empreendedorismo e criar emprego; aumentar a colaboração a nível da ciência e tecnologia, apoiando ao mesmo tempo a literacia e a formação profissional. Estamos também a progredir na parceria com a OCI e os estados membros da OCI para erradicar a poliomielite, trabalhando estreitamente com a comunidade internacional para enfrentar problemas comuns de saúde como o H1N1, que eu sei que é uma preocupação particular para muitos muçulmanos que se preparam para o próximo hajj.

Todos estes esforços têm como finalidade fazer avançar as nossas aspirações comuns: viver em paz e segurança; obter formação e trabalhar com dignidade; amar as nossas famílias, as nossas comunidades e o nosso Deus. Serão necessários tempo e paciência. Não podemos mudar as coisas dum dia para o outro, mas podemos decidir honestamente o que deve ser feito, enquanto definimos uma nova direcção para o destino que procuramos para nós mesmos e para os nossos filhos. Essa é a caminhada que devemos fazer juntos.

Espero continuar este diálogo tão importante e transformá-lo em actos. E hoje, quero juntar-me aos 1.5 mil milhões de muçulmanos em todo o mundo, familiares e amigos, saudando o começo do Ramadão e desejando-vos um mês cheio de bênçãos. Que a paz de Deus seja convosco.

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